Tudo me lembra teu sorriso.
Era lindo demais me pintar e te fazer sorrir.
Mais bonito ainda quando me dizia o quão maluco me achava,
Mas mesmo assim, comigo e minhas peripécias, ainda babava.
Era tão bom sair contigo de braços dados.
Sentia-me imponente e forte.
O teu apoio.
Enquanto, na verdade, era em você que me apoiava.
Importante eram as vezes em que eu escutava sua voz dizer,
Que era eu o seu mais recente amigo verdadeiro.
Isso até hoje acalma minhas ansiedades.
Meus caprichos são caros, mas o maior deles não tem preço.
Meu amor por você, pela família e por um sol que me ajuda a superar tudo,
Esses caprichos não têm preço.
Era com capricho que te escutava,
Com respeito te entendia.
Hoje entendo o que dizia sobre estar entediada comigo.
Estou assim, entediado como você estava.
A cabeça borbulha pensamentos, vontades.
Mas os braços parecem não querer acompanhar.
Agora me peguei pensando que queria me ver “alguém” um dia.
Que não fosse um doutor da medicina, que fosse ao menos um doutor do sorriso.
Pois sorrir é a essência de viver bem.
Pois bem, sorrio como me ensinou até os teus últimos momentos.
Com brilho nos olhos te guardo no peito.
E a mente, remete a saudade.
A saudade, mesmo apertada no peito, remete a esperança.
Um dia te verei novamente.
Nossos sorrisos se encontraram novamente.
E com ou sem pintura, te mostrarei que, sim, fui alguém,
Que nem a senhora (sim! Senhora, pois agora estás enfim no céu) me ensinou.
Alguém que, sendo ou não doutor, é o que é.
Sem máscaras.
Um alguém real, que ama, chora, sorri, vive!
Saudade boa. Saudade real. Saudade que sorri e chora. Pura.
Agradeço.